//O que sou eu?


Guliver Lee

Idade: 26




//Visito

Roendo as unhas
Fora de Área
Nichts Zu Tun

Nada de importante
.rascunhos
Óbvio Ullulante


//Links

BlogBlogs.Com.Br

//Meu passado

Arquivos



Terça-feira, Outubro 31, 2006


Baseado em fatos reais...

Era uma vez, em um reino não muito distante, um jovem bardo chamado Gwydon. Ele passara muito tempo de sua vida sozinho e finalmente achava que tinha encontrado o amor na jovem Liz.
Ele achava que vivia feliz com sua musa.

Um dia ele encontrou uma fada no campo... essa fada o ajudou em muitos problemas. Ela o escutava de um jeito que ninguém mais conseguia. E por ela ele passou a nutrir uma grande amizade.

Liz não gostava disso... e passou a fazer de tudo pra que aquela amizade acabasse. Ela brigava com Gwydon... ela fazia ele sofrer. Ele não sabia mais se era feliz...

E com toda essa situação ele estava se afastando de sua amiga.

Ele queria que aquilo mudasse... todos poderiam se dar bem.

Por tal motivo ele procurou uma bruxa, e pediu a ela que o ensinasse um feitiço para que Liz não mais odiasse a fada do campo... e que aquele sofrimento acabasse. Não era uma bruxa má... ela ensinou a Gwydon que o feitiço deveria ser feito pensando em coisas boas, e que as coisas más deveriam ser queimadas. E assim ele o fez... Realizou o feitiço acreditando e querendo.. de todo o coração.

O tempo passou... o amor de Gwydon por Liz arrefeceu e finalmente morreu... eles se separaram. Ela provavelmente não odeia mais a fada... todos estão mais felizes.. Gwydon recuperou a sua amiga, e pretende nunca mais perdê-la.... de uma forma ou de outra o feitiço funcionou

Gwydon encontrou um novo amor... Sylia.. um amor sem egoísmos, um amor mais bonito. E com ela vive feliz.

O feitiço da bruxa funcionou....


Feliz dia das Bruxas...


postado por GULIVER LEE às 4:36 PM

Comentário reserva:

Quinta-feira, Outubro 26, 2006


Roto lado de um rotulado

Já apareceu em jornais, já apareceu em programas de entrevistas, ocupam comunidades e comunidades do orkut (contra e a favor). To falando dos "emo".

Não sou um cientista musical pra definir o que são os "emo". Mas o termo vem de "emotional hardcore" que é um estilo de música de batida rápida mas com vozes melodiosas, que geralmente refletem conflitos emocionais das pessoas em suas letras. O estilo musical, como tantos outros, criou um estilo de ser e de se vestir. Se você vir pela rua meninos e meninas de cabelo cobrindo os olhos, com alguma mexa (roxa, lilás, rosa, tanto faz), andando de cabeça baixa e mãos nos bolsos, você provavelmente está na frente de um emo.

Pelo que já vi nos jornais também, os emo não têm medo de demonstrar seus sentimentos... eles são carentes.. eles choram, eles falam que amam, eles andam de mãos dadas com os amigos (inclusive homens).

Tá... é mais uma tribo... o mundo já conheceu muitas... os hippies, os punks, os grunges... cada um com seu estilo, cada um com seus ideais....

Eu nunca consegui me encaixar em nenhum... e eu até pensava em tentar na minha pré-adolescência. Mas não deu... E hoje em dia fico feliz com isso.

O que eu acho dos Emo? Sinceramente, vejo um na rua e acho ridículo... aquela pessoa tá se vestindo asism porque os amigos tão se vestindo assim... ela vai e pede pros pais comprarem meias com bichinhos e maquiagem pros olhos... aí um dia essa pessoa vai crescer e ter que trabalhar... e ter vergonha de tudo isso... e aí? Muitos hippies foram assim também... punks... góticos...

Tá, já perdi onde eu queria chegar...

De qualquer forma, ontem eu vi um clipe... e gostei do clipe.. e adorei a música... e fui contar pra uma amiga fofa... e aí ela falou que a música era emo. nham...

Tá, eu somei 2+2 com o que eu conheço sobre "emo" e vi que realmente era... mas poxa... e daí? Eu gostei. Um amigo meu já me falou sobre outra coisa que não lembro agora: "eu não, isso é coisa de emo".
Taí algo que tá me perturbando... os rótulos... será que por eu gostar de uma coisa "rotulada" de emo eu vou ser emo e tudo o que isso representa? É sacanagem né?

Quando eu tinha 16 anos eu gostava de assistir a Cavaleiros do Zodíaco. Mas não contava a ninguém ou eu ia ser rotulado como criança. Hoje em dia eu to cansado de rótulos.. quem tem rótulo é vidro de shampoo... :p aliás, eu quero um rótulo sim... Nele vai estar escrito: "Guliver, 25 anos, romântico, emocional, brincalhão, uma merda em esportes, fã de textos, tímido extrovertido"

Ah, e esse é o clipe que eu vi... gostei da musica e da mensagem do clipe (que não tem nada a ver com violência contra "veados"... lembrem-se: "veado" na língua inglesa não é sinônimo de nada demais... ¬¬)


postado por GULIVER LEE às 9:56 PM

Comentário reserva:

Terça-feira, Outubro 24, 2006


Outsider

O atleta está triste.

Ele ganhou o jogo hoje mas está triste. O que importa ser o vencedor em um jogo de futebol americano? Ninguém liga. As pessoas não assistem... pra maioria das pessoas são só dois grupos de derrotados brutamontes se trombando com o objetivo de chegar com uma bola ao outro lado do campo. Não é algo tão popular quanto um jogo de xadrez ou uma disputa de conhecimentos científicos...

O atleta queria ter nascido diferente... queria ser popular como os NERDs... caras de sorte... inteligentes... as garotas gostam deles. Se apaixonam por seus conhecimentos. Por seus vocabulários completos. Por seus óculos.

Ele se lembra de um dia em que chegou à escola usando um par de óculos sem graus. Tentando ter um pouco de aparência de NERD. Mas os NERDs logo o humilharam. Falaram que era ridículo usar óculos sem prescrição de um ofilal... oftil... (ele não sabe falar o nome do médico de olhos... é um nome difícil)... falaram mal de seus músculos de troglodita. Fizeram algumas piadas inteligentes... NERDs podem ser cruéis às vezes...

O atleta não tem culpa de não ter uma mente brilhante... não tem culpa de ser forte e bom apenas em esportes... ele se sente triste com isso. Seu sonho era nascer um NERD... ou nascer em um mundo em que os atletas fossem populares... valorizados... admirados... e os NERDs não....


postado por GULIVER LEE às 9:56 PM

Comentário reserva:

Segunda-feira, Outubro 23, 2006


Hoje escutei uma musica chamada "a palo seco"

A música em si é bonita, mas uma parte da letra me fez dar um pulo: "perfeita!!!! essa musica é pra mim!"

Que nada... o resto da música não tem nada a ver hehehe... a sensação deve ser parecida com aquela de um dia, sem querer, encontrar na rua um nariz lindo.. perfeito em todos os detalhes... simétrico... delicado... e colado nele estar um rosto, uma expressão e uma personalidade que destoam...

Tá, quem sou eu pra dizer que a bendita parte da letra destoa com o resto da música? Não to dizendo isso... ela tem muito a ver sim dentro do contexto. O resto é que não entraria no MEU contexto... é uma música bem política... de luta.. vibrante...

Deixando de fazer mistério, a parte da letra é essa aqui:

"Tenho 25 anos de sonho e de sangue, e de américa do sul..."... podem até achar besteira... mas a mim ela tocou...

Segue o link pra uma bela montagem feita com essa musica na voz de oswaldo montenegro (não, a música não é dele. E nem dos Los Hermanos... é do Belchior.): A Palo Seco


postado por GULIVER LEE às 6:58 PM

Comentário reserva:

Quinta-feira, Outubro 19, 2006


Quando as palavras perdem o sentido...

Hoje na rua eu passei em frente a uma loja de aluguel de roupas. O nome da loja era Traje a Rigor. Na mesma hora eu pensei: "Hmm... olha só.. uma loja com o nome inspirado na banda Ultraje a Rigor". Mas aí cheguei em casa e percebi meu retardo mental.
Putz... claro que o nome da banda que foi um trocadilho com a expressão "traje a rigor"...
Mas aí pensei de novo (pensar é legal): quem garante que a tal lojinha não tenha se inspirado como eu pensei? E eu tenho certeza de que eu não sou a única pessoa que já passou na frente dessa loja e pensou "se inspiraram na banda".

Pra ver como que na nossa língua o que era deixou de ser... e que muitas vezes pras palavras e expressões a gente entra em dilemas como "quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha", ou "tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?"

Próxima missão: descobrir porque a loja que eu vi na mesma rua se chama Quitanda e não "frutaria"....


postado por GULIVER LEE às 9:05 PM

Comentário reserva:

Terça-feira, Outubro 17, 2006


No dia 11/10 eu fiz a prova do reingresso pro curso de letras. Pra ver como eu gosto dessa área, tive prazer fazendo essa prova...
Não tenho muitas esperanças... duas vagas, 30 concorrentes. Provavelmente cometi erros de concordância, colocação pronominal... não me preocupei com as margens... coisas que uma banca de correção desse curso não vão perdoar.

A prova era pra que se fizesse um ensaio sobre um tema dado na hora. O tema era um pequeno texto que falava dos deslizes já cometidos pelo nosso presidente ao falar em público, e as opiniões de alguns gramáticos e lingüistas sobre a necessidade ou não de o presidente dominar a norma culta d alíngua. Eu teria que me posicionar e argumentar sobre isso. Segue o meu rascunho que eu trouxe pra casa

p.s.: Só assim mesmo pra eu falar de política neste blog...
p.s.2. Parabéns a quem conseguir ler tudo....

O bem falar e o bem governar

No ano de 2002 o nosso país vivia um momento histórico: pela primeira vez um cidadão de origem humilde, sem nível universitário, ex-proletário, chegava à Presidência da República. Num contexto de insatisfação com os governos anteriores, a população - em sua maioria trabalhadores e desempregados com um baixo nível econômico e, conseqüentemente, cultural - levava ao poder aquele que, em tese, mais poderia atender a seus anseios e necessidades.

No Brasil o Presidente da República ocupa os cargos de Chefe de Governo e Chefe de Estado. Ele representa o nosso país interna e externamente. Por esse motivo, espera-se que o mesmo demonstre um nível de cultura que não cause embaraços ou desconfiança frente aos seus governados e aos governantes de outros Estados.

É provavelmente por tal razão que o nosso atual presidente é alvo de tantas críticas em relação ao seu linguajar e à sua cultura

Faz-se presente um paradoxo: a origem humilde e o nível não elevado de educação do nosso presidente, os quais tanto o aproximaram do povo, tornando-o, talvez, o mais adequado para governá-lo, são os mesmos fatores que alguns argumentam como os fundamentos de sua inadequação.

A verdade é que durante os seus quase quatro anos de governo algumas gafes de fato foram cometidas, para o deleite de seus críticos e opositores. Mas nada que prejudicasse na essência o que se pode chamar de "governar bem"

Realmente não resta dúvida de que o Presidente lula não domina as normas cultas de nossa língua, mas isso não o impede de expressar-se bem e fazer-se entender. O domínio da língua portuguesa não significa ser um bom líder. Caso assim fosse os nossos gramáticos, lingüístas e literatos seriam os melhores representantes do nosso país

Não estou tentando dizer que o "falar bem" não seja uma característica que um estadista deva possuir. Um "analfabeto oral" de forma alguma deveria chegar à presidência. Estou apenas defendendo o argumento de que não é necessário ao Presidente dominar a norma culta do vernáculo caso seja capaz de expressar-se bem.

Ser um bom líder envolve fatores muito mais primordiais, como a ética, o trabalho, e o pensamento voltado para seu país e para seu povo. A falta de qualquer um deles é que pode, ou melhor, deve ser alvo de críticas seja no atual Presidente, seja em qualquer outro que venhamos a ter.

A cada vez que eu leio parece que está pior... :p


postado por GULIVER LEE às 2:29 PM

Comentário reserva:

Terça-feira, Outubro 10, 2006


Pode-se sonhar...

O soldado estava em sua trincheira... fumaça e poeira não deixavam que se visse nada ao redor. Sons de tiros... explosões... ao seu lado um companheiro morto... ao longe os gritos de alguém pedindo socorro.
Um assovio surdo... sinal de que uma bomba vinha em sua direção.. haveria tempo suficiente para que rezasse pela sua vida?

E então ele acorda... ele não é um soldado. Era tudo um pesadelo! Ele é um marujo de um navio mercante... mas que barulho é esse? Gritos no convés... piratas! Piratas sujos e desdentados... pilhando, roubando e matando a tripulação... o marujo ouve passos inconstantes (uma das pernas deve ser de pau)... em breve entrarão na despensa aonde estava dormindo e o pegarão...

E então ele acorda... mais um pesadelo... puxa... as coisas que se sonha na solidão de uma estação espacial... o astronauta se hidrata e se prepara pra sua ronda externa... tranqüilidade... um passeio no escuro vácuo... há um pequeno vazamento de algum gás no quadrante 38... ele vai chegar perto pra tentar vedar. E é nessa hora que ocorre um estouro... o buraco aumenta e estilhaços voam em sua direção... a sua roupa está rasgada... e agora será o fim?

E então ele acorda... ele não é mais um soldado, nem um pirata e nem um astronauta. Ufa... Ele é só Estevão, um jabuti de 09 meses, em sua toquinha feita de uma caixa de celular nokia... dentro de sua ampla casa forrada com jornal... aonde ele tem comida e água todo dia... e a única preocupação que tem é quando aquele humano vem pegá-lo pra tomar sol ou banho...


Sim... jabutis sonham... e muito mais do que muita gente.


postado por GULIVER LEE às 4:57 PM

Comentário reserva:

Quarta-feira, Outubro 04, 2006


O poder do não ter

Por alguma razão hoje eu me lembrei de uma sobremesa de chocolate que compraram na minha casa quando eu tinha 5 anos.
Eu me lembro de detalhes... o pote era grande como um pote de sorvete... pela foto imagino que era algo da categoria de um chandelle. e eu lembro que quando chegou do supermercado eu quis comer e não pude... só não sei se era pq tinha que ficar no congelador antes, ou se era pq eu ainda ia jantar.
De qualquer forma eu nunca comi aquele doce... um dia eu cheguei e perguntei por ele e me falaram que já tinham comido.
Eu, um pobre menino de 5 anos de idade fiquei triste... e eu me lembro ainda que estava aprendendo a ler.. e que na tampa da sobremesa tava escrito "tamanho família". Talvez tenham esquecido que eu fazia parte da família também, né?

Bom, acabado esse desabafo eu já poso dizer que me recuperei do trauma (tanto que passei muito tempo sem pensar nisso).

Mas agora uma coisa tá me martelando a cabeça: eu tenho certeza de que aquela sobremesa tinha o melhor sabor do mundo... o sabor que eu não experimentei.

É que nem outra vez em que eu deixei de ir na casa assombrada de um parque de diversões porque fiquei com medo... Eu me lembro de mim mesmo tremendo na fila e minha mãe falando: "se não quiser ir tudo bem". Eu tinha 7 anos. E eu sei que essa casa assombrada não era que nem os trens fantasmas em que geralmente vamos, aonde os monstros são feitos de lanternas e meias velhas.
Dias depois meus colegas diziam como era legal esse brinquedo... que os monstros agarravam a gente.. e que tinha passagens secretas...
Daí hoje em dia eu tenho quase certeza de que aquele seria o brinquedo mais divertido em que eu poderia ter ido...

Quantas vezes eu não fui acordado ou tive que acordar pra trabalhar/ir pra aula/fazer uma prova...? e podem ter certeza: aqueles sonos interrompidos estavam sendo os melhores da minha vida.
Sabem o que é acordar no friozinho sentindo seu corpo todo relaxado, confortável, sua cabeça leve e pálpebras pesadas... com a impressão de que vem um sonho bom... mas eu tenho que acordar.
E ironicamente quando eu não preciso acordar cedo os sonos são chatos... eu fico cansado de ficar na cama... tá calor... tem muita luz entrando pela janela...

Talvez por isso que durante a minha adolescência eu teorizava que uma grande porcentagem do "ser feliz" estava em se buscar o que não se tem... (e não estou falando só de coisas materiais, como podem ver acima)... estranhamente parece que às vezes a busca é mais gratificante que a conquista.
Hoje eu sei que "ser feliz" não é isso... mas não está descartada a minha teoria de que as coisas que a gente não teve "foram" as melhores...


postado por GULIVER LEE às 9:52 PM

Comentário reserva:

Segunda-feira, Outubro 02, 2006


Este é um post sobre as "aventuras fantásticas" da minha infância.

Se você quiser saber como começou vá para 1
Se você quiser saber no que deu vá para 2
Se você quiser ver o fim vá para 3
Se você não tem interesse em ler esse post, fecha o navegador e vai pra PQP.

1 - Começou sem querer... eu já gostava de ler uma coisinha ou outra. Na maioria revistas em quadrinhos da turma da mônica e Disney. Aí numa viagem ao Rio de Janeiro vi um livro do meu primo... era diferente. Ele lia usando dados, um lápis e papel. Descobri depois que era um livro-jogo, o que depois se popularizou com o nome de "aventura-solo", aonde o leitor encarna um personagem e escolhe o caminho que quer entre as opções dadas (que nem o começo deste post... sendo que o livro tem mais de 400 números praonde ir durante a aventura). Esse livro do meu primo, da série de livros "aventuras fantásticas", se chamava "Demônios das Profundezas". Apesar do tom satânico desse título era uma aventura realmente fantástica, aonde um marinheiro caía no mar depois de enfrentar piratas, e por alguma magia ele passava a conseguir respirar e se movimentar debaixo da água aonde enfrentaria desafios, recolheria tesouros, desafiaria monstros etc...

Imaginem o brilho no olhar daquele adolescente sonhador... meu primo viu que eu gostei e sugeriu à minha avó que me desse outro livro de natal. Ganhei "A Nave Espacial Traveller", aonde eu encarnava um capitão de uma nave espacial que se perdia quando atravessava um buraco negro. Depois desse comprei outro.. e outro.. e outro... dos temas mais diversos... me transformando em super-herói que luta contra o crime em um livro, a um piloto que comanda robôs gigantes em outro. De um guerreiro das estradas em um mundo pós-apocalíptico até um caçador de vampiros em uma época sombria...
Nessa brincadeira acho que cheguei a ter 16 livros da coleção... e não dava pra enjoar...os temas eram muito variados... e a cada vez que se jogava cada um você podia encontrar coisas diferentes... tá certo.. passei a ser encarado como o esquisito pelos meus primos... deixei de ir a um show de Biquini Cavadão uma vez pra ficar jogando e escutei muitas críticas (mas peguem leve, eu só tinha 12 anos)



Então aconteceu um dia, quando eu fui comprar um dos livros, de eu comprar um que era da mesma coleção... mas não era um livro-jogo... era um romance... que eu li do começo ao fim e adorei... meu primeiro livro grande... senti até orgulho.

Tive também o livro-jogo duplo chamado "Fúria de Príncipes". Eram dois livros: "o caminho do Guerreiro" e "o caminho do Feiticeiro". Nesse podia-se jogar com duas pessoas ao mesmo tempo... em algumas horas os heróis andavam juntos e em outras separados. Era a história de dois príncipes que deveriam passar por uma busca e no final aquele que se saíss melhor seria declarado o novo rei. Eram os irmãos gêmeos Colthar (o guerreiro) e Lothar (o mago). Só me lembro de ter jogado com uma pessoa, que era exatamente o meu irmão. Ele foi o guerreiro e eu o feiticeiro.
Me lembro agora de uma cena em que o personagem do meu irmão andava separado do meu... e que algum vilão falava pra ele "seu irmão é um traidor e vai tentar te matar". Entre as opções que poderiam ser escolhidas meu irmão escolheu aquela em que ele chamava o vilão de mentiroso e enfrentava ele. Na época não significou nada... mas hoje lembrando (ainda mais estando há um bom tempo separado de verdade do meu irmão) isso mexeu um pouco.... Se quiser saber no que deu vá para 2, se quiser saber o fim vá para 3.

2 - Esses livros me levaram a conhecer o RPG.... RPG que é diferente dos livros jogos porque nele nós não apenas escolhemos o caminho. Nós fazemos ele. Tipo: se você está na frente de um monstro não vai ter apenas as opções de lutar ou fugir como teria, por exemplo, num livro jogo. No RPG você poderia planejar uma armadilha pro monstro, chamar ele de feio, oferecer um refrigrante pra ele... e os temas possíveis são infinitos, afinal de contas é um jogo que não depende essencialmente de mais nada além do que da nossa imaginação.
Ah, outra vantagem é que os RPGs são jogados em grupo... e por causa dele eu fiz e fortaleci grandes amizades, com as quais eu continuo até hoje... Se quiser saber que livros deram origem a isso vá para 1, se quiser saber o fim vá para 3.

3 - O fim na verdade não é o fim... a verdade é que passei a gostar muito mais de leitura por causa dessas "aventuras". Infelizmente vendi quase todos os meus livros-jogos menos 2... infelizmente mesmo, porque se eu soubesse o quanto eles fariam falta hoje. Quanto ao RPG continuo gostando... mas continuo não jogando. OS amigos de RPG se mudaram... ou, como eu, não têm muito tempo ou oportunidade de jogar... e o futuro? E meu sonho de escrever? Quem sabe um dia não serei eu a colocar maluquices e fantasias num papel e inspirar um adolescente que gosta de viajar no mundo infinito que é a sua própria cabeça...


postado por GULIVER LEE às 10:10 PM

Comentário reserva: