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Domingo, Fevereiro 25, 2007


Mas hein?

Inicio este texto dizendo que não é uma crônica... pelo menos não uma obra da minha cabeça, aconteceu de verdade.
Mais uma vez dentro de um transporte urbano coletivo da cidade do Natal. Eu passo a acreditar que o sentido (ou a falta de sentido) da vida está dentro dos busões...

Saindo da aula na última sexta-feira, subo no ônibus e me dirijo logo lá pra trás, querendo ficar perto da porta na hora de sair. Enquanto me encaminho pro fundo, perceboi que tem um cara lá me encarando, acompanhando meus passos. Ele estava sozinho na ultima fileira do ônibus e eu iria me sentar 3 bancos a frente de onde ele estava.

Antes mesmo que eu me sentasse ele olhou pra mim e falou:

Cara: Amigo, senta aqui - falava apontando pro lugar do lado dele
Meu pensamento: Mas hein?
Eu: ...
Cara: Senta aqui amigo

Eu olhava pras outras pessoas no ônibus, não entendi... olhei pro cara...

Meu pensamento: Fudeu! É um assalto... esse cara vai levar meu celular velho, meu relógio falsificado e os 3 reais que eu to no bolso...
Eu: .... - olhei desconfiado e fiz que ia voltar pra frente do ônibus.
Cara: Não amigo, desculpa, pode sentar aí mesmo, aonde você quiser. É que eu queria escutar uma poesia. Faz tanto tempo que eu não escuto uma poesia.
Eu: O.o

Aí eu balancei a cabeça negativamente, rindo e fui definitivamente pra frente do ônibus. O cara se levantou e continuou falando que queria escutar poesias, que as poesias que esquentavam a alma dele... etc. etc. Felizmente ele não tava falando isso pra mim... tava falando pra parte de trás do ônibus, enchendo o saco de quem ainda tinha ficado lá. E ele recitava poesias... e continuava falando. Quando fui descer do ônibus lá estava ele de frente pra um cara sentado no banco mais alto, e falando aquelas coisas filosóficas.

Eu desci rindo e pensando no quanto eu estranhei aquela "anormalidade". Me lembrei de Patch Adams, quando ele disse que ligava pra pessoas da lista telefônica aleatoriamente de madrugada e acabava arrumando amigos.

Aí eu me pergunto: será que eu me tornei tão normal que fiquei chato?

P.S.: Antes que qualquer mente maldosa pense qualquer coisa, não, ele não tinha jeito de gay e não estava me cantando. O jeito era meio de doido mesmo... :p


postado por GULIVER LEE às 9:25 AM

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Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007


A gente não quer só comida...

Ontem... eu já atrasado pra aula, tendo saído de casa sem comer quase nada, me encontrava num ônibus lotado.
De repente sobe no coletivo um senhor de uns 50 ou 60 anos que logo pára na frente do ônibus e começa a falar:

Senhoras e senhores...

Eu fiz logo uma cara pensando: "aiai, lá vem mais um".
Devo dizer nesse momento que não tenho nada contra fazer caridade. Aliás, já fiz bastante... mas alguns pedintes de ônibus fazem disso profissão. Vem aqueles com papelzinho... vem outros que dizem que querem fazer uma operação no olho ou comprar uma passagem pra Recife (e já tão nessas há vários anos... será q ainda não deu pra comprar?). E principalmente crianças... Não gosto de dar dinheiro a crianças... no máximo algum alimento pra matar a fome delas (não que eu venha fazendo muito isso... :^( ). E aconselho a todos que não dêem esmola a crianças... isso só serve pra algum adulto ver que pode continuar explorando ela. :p

Voltando ao ponto. Enquanto eu pensava "aiai, lá vem mais um", o senhor continuava falando:

Eu sou um pai de família desempregado... a minha esposa cozinha deliciosas tortas. Tortas de frango, de frango com mussarela, de atum. Essas tortas custam apenas um real, são quentinhas e gostosas.

Não me fiz de rogado e quando ele chegou lá atrás pedi uma torta de frango. Ele me agradeceu. Eu falei: "Vai ser meu jantar". E ele sorriu.

Eu vi dignidade no rosto desse senhor. Ele se juntou com a esposa num momento de dificuldade e está ganhando a vida da melhor maneira que pode. Sem vergonha de sair de ônibus em ônibus vendendo o produto do trabalho dela (aliás, que vergonha haveria nisso?).

O que aconteceu foi caridade. Não inteiramente e não somente da minha parte. Não inteiramente, porque eu não estava realmente dando, eu estava pagando pelo produto caprichoso daquela família. Mas eu sei que foi importante pra ele ouvir eu falando o que falei. Foi a minha caridade. E eu gostei muito disso.
E não somente da minha parte porque ele também foi caridoso ao me mostrar um exemplo de vida. E provavelmente a muitas pessoas daquele ônibus que provavelmente estão preocupados com qual bloco elas vão pular no carnaval...


postado por GULIVER LEE às 11:45 PM

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Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007


Digimon, digitais, Digimon são campeões...

Nossa.. Tá quase fazendo aniversário de dois meses que eu to sem postar...

O problema é que o serginho (meu computador), não andava bem de saúde... e acabou que ele morreu de vez...
Mas como ninguém morre de verdade, só começa uma nova existência (silvinha vai adorar ler isso...), serginho na verdade não morreu (fiz um upgrade no coitado):



Serginho



Athlon 1.4 Ghz, 256Mb de memória RAM, HD de 40 Gb

Digivolve para:

Serjão!



Pentium D, Dual Core 2,8 Ghz, 768Mb de memória RAM, HD de 80 Gb


Tá simplesmente uma bala... acho q pela primeira vez tenho um computador que não preciso esperar que os programas abram.

Depois posto algo que preste. Só quis lembrar q eu voltei.


postado por GULIVER LEE às 7:40 AM

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